domingo, 6 de setembro de 2009

Solidão, oque eles pensam

Ao som de Los Hermanos - Além do que se vê.

Moça, Olha só, o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê


Ela estava ali, com todos em volta, dançando... Ela, bom estava de vestido azul, com bolinhas coloridas, com uma all star, com cabelo amarrado com uma fita segurando seus cabelos lisos e um óculos deixando mais ar de intelectual [era muito inteligente, lia livros de romances, filosóficos, de comédia, teatro... E tanto outros]. Ao seu redor, vários marmanjos. Não dava atenção. Só estava lá, linda, bela... Ali dançando, uma dança sem igual como de uma criança sem malissa e ao mesmo tempo tão sensual de uma modo, mexia todo seu corpo.

Sei, que a tua solidão me dói
E que é difícil ser feliz
Mais do que somos todos nós
Você supõe o céu
Sei, que o vento que entortou a flor
Passou também por nosso lar
E foi você quem desviou
Com golpes de pincel

Mesmo com tudo isso, ela estava sozinho, a solidão era fatal na sua rotina diária. Ela não reclamava, pra ela era normal, seria estranho ela reagir, seria ir contra sua concepção. Sua liberdade, por que só assim se sentia livre, na sua solidão. A música rolava;

Eu sei, é o amor que ninguém mais vê
Deixa eu ver a moça
Toma o teu, voa mais
Que o bloco da família vai atrás

Ela, ainda dançava no meio da multidão que circulava... Ela na sua dança... O tempo ao acado muda, começa os respingo, aos poucos todos iam a procuro de um abrigo pra se esconder da chuva, atrás de algo que proteja da chuva.

Põe mais um na mesa de jantar
Porque hoje eu vou "praí" te ver
E tira o som dessa TV
Pra gente conversar
Diz pro bambo usar o violão
Pede pro Tico me esperar
E avisa que eu só vou chegar
No último vagão

É bom te ver sorrir
Deixa eu ver à moça
Que eu também vou atrás
E a banda diz: - assim é que se faz.

E ali na chuva, ela dançava, como quem gostava da vida... E ao seu redor uma vazio, como a solidão que ela sentia... Aos poucos todos iam voltando, mesmo na chuva. E mesmo assim quem estava na solidão não era ela, e sim eles que estava ao seu redor, estava seguindo seus passos. Estranho ela se sentir na solidão e os outros não.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Em uma tarde

"A gente se apertou um contra o outro. a gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro."

(Caio Fenando Abreu)






-Você é meu amor!
-Hã?
-Eu disse, que você é meu amor!
-O que?
- [Porra... Pensei ], e-u - d-i-s-s-e - q-u-e v-o-c-ê - é - m-e-u- a-m-o-r !!!
-O que você quer dizer com isso?
- Que te amo!
-Ata...

[Silêncio]

-Você acredita no amor?
-Hã?
-Nada, esquece, só pensei alto.

[Silêncio]

-Você bem que podia me ligar.
-Como?
-No celular.
-Não tenho...
-Que pena!
-Você está vendo o céu?
-Sim, e você?
-Também!
-Já parou pra pensar por que o céu é azul?
-Não, e você?
-Também não.
-Mundo estranho esse, não é?
-É!

[Silêncio]

-Vou embora!
-Vou também!

Em um olhar, de pena, amor, medo... Eles ficaram ali parados, estáticos, sem fazer nada, só parados, esperando o tempo parar. No fundo, ouvisse os cantos dos pássaros, era tarde, no fim da tarde de um sol lindo com rios cintilantes vermelhos, o sol ia se escondendo por trás da montanha verde de suas flores alegres e multi-coloridos. Lá mas longe, se ouvia, prestando muito mais atenção, no som da água que passava o rio, e no rio os peixes, sem fazer barulho, só faziam nadar.

[O silêncio quebra]~

-Me beija?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sorria

[-imagem - IRISZ AGOCS-]


Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz